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domingo, 20 de abril de 2014

LerAlto - 20/04/2014 - 18.30H - Um lugar para ti



O LerAlto é um evento que se pretende que funcione como mostra, através da leitura, do trabalho dos poetas, mas do qual se espera que seja também uma partilha e um espaço de convívio. Assim, convidam-se os poetas/leitores de poesia a participar lendo os seus poemas e a apresentar-se ao público e que este, a quem também se pede participação, entre em diálogo com eles.

O LerAlto teve início em 2005, acontecendo sempre no bar d’Os Artistas, em Faro e prolongou-se por cerca de dois anos com sessões mensais neste mesmo espaço. Deste evento nasceram vários projectos ligados à poesia e foi criada uma dinâmica importante que deu a conhecer novos autores da região ao público da poesia e possibilitou que vários autores se conhecessem pessoalmente.

Nesta rubrica LerAlto convidamos quem escreve a vir dar a conhecer o seu trabalho e quem gosta de ouvir poesia a vir ouvir e conhecer os poetas. Há também espaço para quem queira ler os seus poemas favoritos, falar deles ou dos seus autores.





sexta-feira, 14 de março de 2014

Desafio superado :)

No dia em que iremos estar com a Sara Monteiro igualo aqui o seu desafio, com muito prazer e um enorme sorriso.


O poema não é fogo
nem cinza
não é uma coisa
nem outra
o poema
é sempre uma coisa
outra

(fumo que arde
sem fogo
nos olhos
cinzentos do
conformismo)

(dor que
se inflama
improvável
no contínuo fogo
da vida)


Sara Monteiro escreve a imagem

O desafio continua de pé e a Sara Monteiro responde de novo, criando um poema para ilustração de Camila Beirão dos Reis a um poema de Rogério Cão.

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São carapaças
as carapaças. caixas dos ouriços que restaram abrigo de eremitas.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Sara Monteiro responde ao desafio

O desafio estava/está lançado e eis que mais um poeta responde, uma poetisa para ser mais exacto.

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Leve voa 


Coração
de dedos longos
leve voa
e leve
vai fiel
errando: 
balão de vento 
no azul

Sara Monteiro


------------------------------> A imagem a partir do qual o poema foi escrito é a ilustração deste outro poema. Assim de uma imagem para um poema passamos a um poema para uma imagem. Continuar o jogo de outra forma seria pedir agora uma nova imagem para este poema da Sara Monteiro. Mas o desafio está de pé. 
Vejam os poemas ilustrados e escrevam novos poemas.

terça-feira, 4 de março de 2014

AINDA O DESAFIO

Já lancei aqui o desafio e dei-lhe uma primeira resposta. Agora lanço-o de novo e dou-lhe uma nova resposta. Escolhi uma ilustração de um poema da Sara Monteiro, que me dizia ainda ontem que não era capaz de escrever um poema a partir da ilustração do seu próprio poema e a quem respondi que o fizesse a partir de outra ilustração.

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POR ISSO

Quando eu era jovem a minha mãe vestia-me muitas vezes
em tons claros e escuros de castanho 
e de bege
que é uma forma ainda mais aborrecida
de ser castanho

Por isso eu invejava as árvores que ao castanho do tronco
acrescentam o verde amarelo vermelho das folhas
e a poesia colorida das suas muitas flores e frutos

Por isso eu escrevia poemas tristes que falavam da morte
como uma coisa divertida que um dia me iria acontecer

Luís Ene, Faro, 5 de Março de 2014

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segunda-feira, 3 de março de 2014

DESAFIO POÉTICO

Camila Beirão dos Reis, autora da exposição a ser vista na sede da ArQuente, lançou o desafio aos poetas que tiveram os seus poemas ilustrados para inverterem o processo e escreverem um poema a partir da ilustração. Está o desafio lançado, aos poetas ilustrados e também a quem o quiser aceitar. Iremos divulgando aqui os resultados. Visita a exposição, escreve um poema a partir de uma das ilustrações e envia-nos

A primeira resposta, o primeiro poema!


CORPO DE POESIA


alguns dizem que temos
corpo
alguns dizem que temos
alma
alguns dizem que temos
corpo e alma

seja como for uma coisa
é certa
o corpo qualquer corpo
é composto de água
a alma qualquer alma
alimenta-se

de poesia


Luís Ene, a partir da ilustração do seu poema