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sexta-feira, 21 de março de 2014

Avaliação Periódica, pressupostos

Rui Manuel Amaral define a literatura como uma macieira que dá laranjas, afirmação instigadora e cheia de potencialidades.

Mas se é fantástico que uma macieira vá além de si mesma e dê laranjas, literais ou poéticas, também confesso que me continuo a surpreender com o facto de uma macieira dar apenas maças.

Agora o que me pareceu sempre um erro, é avaliar uma macieira pela sua incapacidade de dar laranjas. "Sim, as maças desta macieira são fantásticas, mas não são laranjas."

Dito isto e passando ao tema da avaliação, periódica, deste festival, gostaria de lembrar que

O Festival pretende:
- aproximar o público da poesia e dos poetas Algarvios
- promover o diálogo entre a poesia e as outras disciplinas artísticas
- chamar a atenção para a Cidade Velha (revitalização)
- formar, atrair e fidelizar público para as manifestações artísticas locais, promovendo e facilitando a sua intervenção no desenho do evento
- afirmar a importância da arte

- aproximar os diversos agentes culturais

nesta medida, será com base nestes objectivos, e não noutros que faremos qualquer avaliação. 

E devo notar que a participação/intervenção no desenho do evento esteve e está sempre em aberto, dependendo de todos o que quiserem fazer este festival.


Balanços semanais: 

domingo, 16 de março de 2014

Respirar Fundo

Hoje senti-me uma resistente, como se tivesse encontrado uma bolha de oxigénio que permite sobreviver ao ar pesado que o quotidiano nos impõe. Afinal somos mais a resistir. A resistir ao mais do mesmo, ao fazer mais com menos, ao aparecer só para ser visto, à acção que não tem outro objectivo senão apenas ficar registado numa qualquer objectiva. Resistimos pela palavra, essa arma que tem tanto de subtil quanto de poderosa. Resistimos pela poesia. Uns já resistentes experientes, outros que se arriscavam pela primeira vez. Uns dando voz à sua poesia, outros à de outros. Pela poesia apenas. Pelo puro gozo da palavra. Hoje resistimos, e isso dá-me esperança!

Anabela Afonso
[A propósito do Ler Alto de dia 16]